Quando um paciente não consegue se alimentar sozinho, a equipe médica recorre a formas alternativas de nutrição. Este texto explica a diferença entre as duas principais, a dieta enteral e a parenteral.
Enteral e parenteral
| Dieta enteral | Dieta parenteral | |
|---|---|---|
| Como é dada | Por sonda, pelo nariz até o estômago ou o intestino | Diretamente na veia |
| Sistema digestivo | Usa o intestino e o mantém em funcionamento | Contorna totalmente o sistema digestivo |
| Quando é usada | Opção preferida sempre que possível | Quando o intestino não pode ser utilizado (cirurgia, obstrução ou outra complicação) |
A dieta enteral é administrada diretamente no sistema digestivo, geralmente por uma sonda inserida pelo nariz até o estômago ou o intestino. Ela é a opção preferida sempre que possível, porque mantém o intestino em funcionamento, o que ajuda na recuperação geral do paciente. A dieta parenteral, por outro lado, é administrada diretamente na veia, contornando totalmente o sistema digestivo. Ela é usada quando o intestino não pode ser utilizado, por cirurgia, obstrução ou outra complicação, e costuma ser vista como uma alternativa temporária, adotada quando a via enteral não é viável no momento.
A escolha entre uma e outra depende inteiramente do quadro clínico do paciente, e pode mudar ao longo da internação, conforme a condição do intestino evolui. Ver o tipo de dieta mudar de um dia para o outro não indica, por si só, piora ou melhora; reflete apenas a decisão da equipe sobre a via mais adequada naquele momento.
Na prática, o que ajuda a acompanhar
- Pergunte à equipe qual tipo de dieta está sendo usado e o motivo da escolha.
- Se o tipo de dieta mudar, pergunte o que motivou essa mudança.
- Anote o volume ou a taxa da dieta a cada visita, se a equipe informar esse dado.
- Pergunte se há uma expectativa de retorno à alimentação por via oral, mesmo sabendo que isso depende da evolução do quadro.
