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O que são diretivas antecipadas de vontade?

Falando com a equipe · 1 min de leitura · Atualizado em 28/09/2026

Em conversas sobre cuidados intensivos, é possível ouvir falar em diretivas antecipadas de vontade, ou testamento vital, um termo que gera dúvida sobre o que significa e quando ele se aplica. Este texto explica o conceito, de forma geral.

As diretivas antecipadas de vontade são um documento em que uma pessoa, ainda com plena capacidade de decidir, registra por escrito quais tratamentos deseja ou não receber no futuro, caso um dia não consiga mais expressar sua vontade. No Brasil, esse instrumento é reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina, e pode incluir, por exemplo, a recusa a procedimentos considerados invasivos ou desproporcionais diante de um quadro sem possibilidade de recuperação, segundo a avaliação médica. É importante entender que isso é diferente de eutanásia, que não é permitida no Brasil: as diretivas tratam da recusa a tratamentos, não de antecipar a morte por outros meios.

Esse documento só reflete a vontade de quem o fez, enquanto tinha capacidade de decidir; a família não pode criar diretivas antecipadas em nome de outra pessoa que nunca as registrou. Se o paciente tiver esse documento, ou tiver conversado sobre esses desejos antes da internação, vale informar a equipe médica assim que possível, para que isso seja considerado no cuidado.

Na prática, o que ajuda a lidar com esse tema

  • Se o paciente tiver diretivas antecipadas registradas, informe a equipe médica o quanto antes.
  • Se o paciente expressou desejos sobre isso antes da internação, mesmo sem documento formal, compartilhe com a equipe.
  • Lembre que a família não substitui a vontade do paciente por diretivas próprias em nome dele.
  • Em caso de dúvida sobre como esse tema se aplica ao seu caso, pergunte diretamente ao médico responsável.

Próxima leitura

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação da equipe médica responsável pelo paciente.